O Futuro da Educação Superior: Trabalhando as Soft Skills

A Era Digital é a era da disrupção: momento de ruptura de padrões e surgimento de novos paradigmas sociais, econômicos e culturais que remodelam a forma como vivemos, consumimos, trabalhamos e aprendemos. Como consequência, o antigo formato de oferta de produtos ou serviços empacotados rigidamente deixa de funcionar, e organizações dos mais diferentes segmentos e áreas são pressionadas a se reinventar.  Nesse mundo novo e mais complexo, os modelos de negócio estão se reorientando para auxiliar as pessoas a sanarem suas necessidades ou resolverem seus problemas em sua origem.

Quer um exemplo?

A empresa Philips é um caso emblemático. Conhecida como uma empresa mundial de comercialização de lâmpadas, a Philips remodelou seu negócio quando entendeu que as pessoas não querem ter o trabalho de comprar e instalar uma lâmpada e sim ter iluminação.

A partir dessa nova visão, a Philips redefiniu seu modelo de negócio em que os clientes pagam uma taxa para ter determinado local iluminado de acordo com sua preferência, enquanto a Philips passa a ser responsável pelo projeto de iluminação, instalação e manutenção. No final do contrato com o cliente, a Philips retorna com as lâmpadas para seu processo produtivo, otimizando a reciclagem de materiais e amenizando desperdícios.

E o que a Educação tem com isso?

Tudo. A Educação não está alheia a esse momento de transformações. Pelo contrário, o setor educacional é um dos mais pressionados a se revisar já que é por meio da educação que se formam os profissionais para atuarem nessa nova realidade. E isso está acontecendo de três formas:

Cognitiva: num contexto em que a informação é cada vez mais fácil de ser acessada, o desafio é curar o que de fato tem valor, e o de renovar o conhecimento à medida em que ele se torna obsoleto. Os professores reforçam seu papel como facilitadores no “consumo” do conhecimento e incentivadores da autonomia e da formação do pensamento crítico. Amplia-se o uso da sala de aula invertida e da oferta de conteúdos curados e atualizados de forma objetiva e instigadora. O que se quer sanar é a demanda do aluno por uma formação que o transforme em um profissional competitivo e com um “selo de qualidade”.

Emocional: a nova realidade do mercado de trabalho exige talentos que consigam trabalhar resolvendo problemas reais e imprevisíveis. A reação é a transição de uma formação educacional estruturada em conteúdos, para uma formação baseada em competências. Por isso a valorização de professores com formação acadêmica, mas também profissional, bem como a adoção de metodologias ativas e experimentais que se orientem para projetos, que mobilizem capacidades emocionais e relacionais, e que proponham soluções para problemas reais e globais. O que se quer sanar é a demanda do aluno por maturidade profissional e prontidão para aplicar seus aprendizados no dia a dia. É exatamente essa a importância das Soft Skills.

Assistir vídeo do Trecho da Palestra do Professor Antônio de Araújo Freitas Júnior.

“Já não é mais tendência, o futuro da educação é agora e está na soft skills.” Relato do professor Antônio de Araújo Freitas Júnior – Presidente da Câmara de Educação Superior durante apresentação no Congresso de Educação Particular do Brasil, CBESP, no último 7 de junho de 2019.

Relacional: a era digital não quer indivíduos iguais. O que for mais do mesmo, ficará à cargo dos robôs. O momento valoriza a singularidade, a diferenciação e a personalização. Mas nada disso se torna produtivo se os alunos não são formados para identificarem sua identidade, valores e caráter. Principalmente perante o mercado de trabalho que anseia por jovens talentos que consigam verbalizar quem são e o que querem traduzido na escolha de seu curso e na conexão com pessoas e organizações de mesmo propósito. A profusão dos núcleos de carreira em instituições de ensino de todo o país é o marco desse eixo. O que se quer é sanar a demanda do aluno por autoconhecimento e direcionamento profissional.

Esses três eixos têm orientado instituições de ensino de todo o país na revisão de seu modelo de negócio educacional. A introdução desses eixos de forma extensiva na estrutura curricular é um desafio, mas que já começa a ser superado impulsionados por direcionamentos do MEC e por fatores de diferenciação e competitividade de mercado. Além disso, a crescente propagação da Educação de Carreira no país tem sido decisiva para que instituições de ensino comprometidas com a inovação e promoção do sucesso do estudante se reinventem.

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Por Elzí Campos – PhD em Educação de Carreira. Cofundadora da DNA da Educação, aceleradora digital de carreiras para educação. É criadora da Ciência do Protagonismo, metodologia de desenvolvimento profissional integrativo. Tem como missão auxiliar pessoas a acelerarem seus Propósitos

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