SUA INSTITUIÇÃO DE ENSINO ESTÁ PRONTA PARA FORMAR OS PROFISSIONAIS DO NOVO MUNDO DO TRABALHO

Termos como revolução digital, internet das coisas, big data e robótica podem gerar fascínio, mas também temor pelo que pode vir a acontecer quando robôs substituírem a mão de obra humana e como isso pode impactar no novo mundo do trabalho. A melhora solução para esse impasse está, inusitadamente, no desenvolvimento de competências que nos tornem cada vez mais “humanos”.

Já é consenso que não há como voltar atrás no uso de máquinas, robôs e sistemas inteligentes na substituição de mão de obra humana em atividades operacionais, repetitivas, lineares e programáveis. Para essas atividades os robôs são mais ágeis, precisos e confiáveis.

No contraponto, quando se trata de tarefas de natureza menos previsíveis e relacionais os robôs não são igualmente efetivos. Nos quesitos criatividade, colaboração, ou sensibilidade de interpretação da emoção, nós, humanos, ainda temos domínio pleno e singular. Fica então a pergunta: nosso sistema educacional está pronto para formar profissionais cada vez mais humanos?

A missão de formar os profissionais do futuro

O ensino superior possui a responsabilidade de formar profissionais aptos para atuarem no mundo do trabalho como especialista de sua área de atuação. Entretanto, essa capacidade formadora tem se mostrado insuficiente diante das profundas alterações geradas pelo mundo VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo. Essa nova dinâmica exige cada vez mais a ampliação do escopo de entregas dos profissionais exigindo além de capacidades técnicas e especialistas, também competências socioemocionais.

Capacidades como empatia, negociação, gerenciamento de conflitos, liderança, trabalho em equipe sempre foram temas valorizados e abordados no ambiente organizacional, sendo tipicamente tratados em ações de treinamentos e servindo como critérios de avaliações de desempenho.

O que ocorre hoje é a necessidade de se desenvolver essas capacidades de maneira sistemática e ao longo de toda a formação educacional, especialmente durante a formação superior, período crítico que antecede a entrada no mercado de trabalho para milhões de brasileiros. Estamos falando da necessidade de revisar as grades curriculares dos cursos superiores para formalizar o ensino transversal de competências sociais e emocionais, seja como disciplinas, eixos pedagógicos, ou projetos didáticos.

Apesar do estranhamento que essa constatação pode gerar para alguns, fato é que essa realidade já é amplamente observada por profissionais recém-ingressos no mercado de trabalho que tem aumentada sua empregabilidade e chance de contratação quando suas habilidades sociais e de inteligência emocional são facilmente percebidas por recrutadores de talentos universitários.

Muito além de uma preocupação com o desconhecido cenário que a inteligência artificial pode trazer, pensar em alternativas de diferenciação do ensino superior por meio da revisão de suas diretrizes tem se mostrado a opção mais atrativa para alunos ingressarem no mercado de trabalho e instituições de ensino cumprirem sua missão.

Por fim, não se pode esquecer que, além do desenvolvimento de capacidades socioemocionais, sobreviver em um mundo robotizado também exige o desenvolvimento de competências tecnológicas. Afinal, por mais refinada que seja a inteligência artificial, ainda continua sendo criada e gerenciada por seres humanos. Pelo menos por enquanto. Mas, isso é assunto para uma outra conversa.

Elzí Campos – PhD em Educação de Carreira. É criadora da Ciência do Protagonismo, metodologia de desenvolvimento profissional integrativo. Tem como missão auxiliar pessoas a acelerarem seus Propósitos.

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